Formação contínua: dever ou oportunidade?

A formação contínua passa quer por um dever da empresa e do trabalhador, quer por uma oportunidade para ambas as partes.
O empregador deve assegurar em cada ano civil, a formação a pelo menos 10% dos seus trabalhadores. No entanto a situação ideal facultá-la a todos num total anual de 35 horas, por trabalhador, para que se cumpram os requisitos legais.

A formação profissional tem como objetivos:
– A melhoria da qualidade da execução da função, através da permanente atualização e aprofundamento de conhecimentos, nas vertentes teórica e prática;
– O aperfeiçoamento das competências profissionais dos colaboradores;
– Aquisição de capacidades, competências e saberes que favoreçam a construção da autonomia na execução das tarefas;
– E capacitar os colaboradores para possíveis mudanças que possam ocorrer na entidade.

O empregador deve:
– Promover o desenvolvimento e a adequação da qualificação do trabalhador, tendo em vista melhorar a sua empregabilidade e aumentar a produtividade e a competitividade da empresa;
– Assegurar a cada trabalhador o direito individual à formação, através de um número mínimo anual de horas de formação, mediante ações desenvolvidas na empresa ou a concessão de tempo para frequência de formação por iniciativa do trabalhador;
– Organizar a formação na empresa, estruturando planos de formação anuais ou plurianuais e, relativamente a estes, assegurar o direito a informação e consulta dos trabalhadores e dos seus representantes.

Assim, é dever do empregador fornecer formação aos seus colaboradores mas constitui uma mais-valia para a sua organização. Ou seja, é uma oportunidade/vantagem para a empresa que irá ganhar com o desenvolvimento de competências dos colaboradores – que irão desempenhar melhor a sua função e poderão contribuir para mudanças relevantes na empresa.

Para o colaborador é uma oportunidade devido ao facto de poder desenvolver os seus conhecimentos/competências com a ajuda do empregador, não tendo que despender do seu capital monetário para tal. Claro que o colaborador também deverá investir na sua formação, não esperar que seja só o empregador a fornecer, pois há matérias que não interessarão à empresa e sim ao trabalhador enquanto pessoa.

Muitas vezes um indivíduo faz uma determinada formação, quer seja profissional ou superior, mas quando surge a procura de emprego pode perceber que a formação que têm de momento não é a mais indicada ou que não se revê a trabalhar nela, então deverá investir noutra formação. É no exercício das funções é que percebemos se a formação que já obtivemos é suficiente, e se permite que as exerçamos com excelência. É tanto mais verdade que é com a experiência, com os erros, que aprendemos e a partir daí percebemos as nossas necessidades de formação.

No fundo, o facto de estarmos verdadeiramente sempre a aprender, que faz com que todos evoluamos e com que façamos evoluir as nossas organizações.

Inês Correia, HR Consultant

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