A importância de adequar os Recursos Humanos às necessidades produtivas

As organizações, para se manterem produtivas e competitivas, têm necessidade de acompanhar a mudança, e idealmente prevê-la. De uma forma muito sucinta, as organizações são sistemas vivos, compostos por pessoas que se pretende que trabalhem coordenadamente para atingir um objectivo comum (Cunha et. al, 2007). Assim, uma das principais preocupações da gestão actual é coordenar e aumentar a eficácia dos seus Recursos Humanos, adequando a sua estrutura e tornando-a o mais próxima possível dos seus objectivos de evolução e produção.

A produção, e mais concretamente a produtividade, representa um importante desafio à sociedade portuguesa, sendo que apesar de no nosso país trabalharmos em média mais horas por semana que a maioria dos países da Europa, a produtividade por hora de trabalho é das mais baixas. Concretamente, na Zona Euro, em 2011 Portugal teve resultados muito baixos ao nível da produtividade/hora (16,5), ficando abaixo de países como a Espanha (30,5), Chipre (21), Grécia (20,3), só se destacando face à Eslováquia (16,1) e Estónia (10,8), e bastante aquém da Irlanda que registou o índice mais elevado (50,2). Fonte: Observatório das Desigualdades.

É muito comum fazerem-se auditorias financeiras e orçamentar os gastos directos com matéria-prima e fornecedores, contudo, os custos com os Recursos Humanos nem sempre são ponderados da mesma forma, o que constitui um handicap para uma organização moderna que pretenda vingar e acompanhar as rápidas mudanças no meio.

Um dos mais citados paradigmas da gestão moderna é que “só se pode gerir o que se puder medir”. Contudo, a gestão não deve ocupar todo o seu tempo com a medição, caso contrário, fica sem tempo para o que é realmente central à sua actividade, e bem assim, para perceber de facto como pode incrementar a produtividade e rentabilizar os seus recursos, e em concreto, dos Recursos Humanos – se passar o tempo a medir, corre o risco de ficar sem tempo para gerir. A medição objectiva da estrutura de custos ao nível de Recursos Humanos, assume extrema importância, não necessariamente para reduzir custos directos, mas sobretudo para perceber se esses custos estão bem direccionados.

Assim, a entrega de um projecto desta dimensão a entidade especializada poderá ser a forma mais eficaz de perceber e optimizar o número de colaboradores ao serviço, avaliar se as funções estão ou não ajustadas aos objectivos, se cada pessoa está ajustada às funções, se as remunerações e compensações são adequadas e finalmente se o organigrama serve os seus propósitos.

Toda essa avaliação, se pretende parte de um projecto mais abrangente de optimização de recursos, com implementação de medidas correctivas, caso contrário não passaria de mais um relatório, e mais uma série de gráficos para análise dos gestores e apresentação no final do ano, não permitindo tirar reais consequências.

Todas as exigências sociais, competitivas e de produção, conduzem, cada vez mais, a uma real preocupação com a adequação das pessoas, enquanto recurso essencial à obtenção eficaz dos objectivos das organizações. Como organismos vivos, também as organizações devem fazer um check-up, periodicamente – o Humancheck.

in Edição 11ª da Humangext Magazine

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