Conseguir emprego: a balança de competências

Procura emprego? Sabia que os directores de Recursos Humanos privilegiam profissionais com habilidades sociais nas novas contratações? Conhece a balança de competências?

Num estudo realizado pela empresa norte-americana Instructure que contou com a participação de 750 directores de Recursos Humanos, de empresas norte-americanas, dos vários sectores de actividade, é constatado que são valorizadas competências como a atitude e a ética de trabalho em detrimento das hard skills (ou seja, as competências técnicas)

A excepção são obviamente candidatos a emprego de elevado pendor técnico em que ambas as vertente de competências têm de andar lado a lado.

Esta confirmação importa para recrutadores mas também para candidatos.

Num mercado laboral em que a selecção de talentos é cada vez mais exigente, afigura-se essencial que um candidato saiba como posicionar-se face ao recrutador para potenciar o seu impacto.

Cabe-nos a todos enquanto indivíduos melhorar a nossa performance e equilibrar a nossa balança de competências. António Paraíso explica a importância de equilibrar a balança para atingir o sucesso: competências técnicas vs comportamentais.

Esta necessidade é mais premente para os candidatos a uma nova posição ou novo emprego! Importa nunca esquecer que mesmo dentro da organização há oportunidades de carreira que dependem deste bom equilibrio. Muitas vezes as organizações procuram novos talentos fora do seu núcleo porque não reconhecem no mesmo este equilíbrio necessário.

Assim, parece-nos essencial:

Para a organização:

Um Plano de Gestão de Desempenho – realista, dinâmico e sempre actualizado – que englobe os meios de atracção de talentos, a estratégia de formação inicial e contínua, os objectivos individuais e colectivos essenciais à prossecução da actividade da organização, bem como a avaliação de desempenho, também individual e colectiva, para a todo o tempo medir e corrigir a trajectória definida.

Para o candidato:

Investir no equilíbrio da balança de competências. Não estagnar, mantendo-se formado e informado.

três regras essenciais:

1) Conheça-se a si mesmo!

O que sabe fazer? O que gosta ou não de fazer? Que aspectos deve melhorar?
Aproveite para desenvolver competências. Faça-o através de voluntariado, formação, PNL, Coaching, ou outras que para si façam sentido.

– Conheça o mercado de trabalho!

Sabe que empresas existem na sua área de residência? Está disponível para mudar e aceitar novos desafios?
Já pensou em criar o seu emprego?

Potencie a sua rede de contactos (profissionais, familiares, amigos e conhecidos). Lembre-se que estar desempregado ou à procura de novos desafios não o deve inibir, pelo contrário deve motivá-lo.

– Conheça as técnicas de procura de emprego!

É essencial ter uma carta de apresentação e um CV sucintos, profissionais e que reflictam as suas competências.
Mas isto é redutor! A diferença está na sua atitude!

À partida as competências técnicas estão ao alcance de qualquer um, mas são as competências comportamentais que podem fazer a diferença. Se assim não fosse, para que existiriam entrevistas?

Sabe como agir junto de um recrutador? Sabe o que procuram e o que estão a analisar?

Na era digital estas e outras questões estão a direccionar-se para as redes sociais que são um dos instrumentos privilegiados de atracção de talentos e validação de competências.

Quando é que actualizou o seu Perfil de Linkedin a última vez?

2 comentários

  • Fiquei contente de ler este artigo que refere e se inspira no conceito da Balança das Competências, que há tempos defendo.
    Parabéns. Enriqueceram o conceito com mais ideias e apresentam sugestões práticas, úteis e pertinentes para todos os que procuram trabalho e os que oferecem trabalho.
    Eu deixaria apenas uma última sugestão aos candidatos: façam tudo isso com preocupação em se diferenciarem dos outros candidatos, dando um cunho pessoal na apresentação às empresas. Para tanto, basta serem vocês próprios e não tentaram copiar ninguém. Não há nada mais inovador, do que sermos nós próprios.

    • Caro António Paraíso,
      Como sempre, os seus comentários trazem valor acrescentado. A inovação não é nada mais que a autenticidade. Quem se apresenta de modo artificial, mais cedo ou mais tarde, terá de revelar a sua essência. Por isso, a sinceridade e humildade são competências-chave que as organizações procuram.

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