Engagement no Trabalho?

Os estrangeirismos que cada vez mais estão impregnados na nossa cultura, fazem com que muitas vezes as conversas se percam em conceitos, ao invés de se centrarem no essencial da discussão. No mundo laboral e sobretudo quando falamos de aspetos técnicos, usamos frequentemente expressões que o nosso interlocutor pode até compreender literalmente, mas não necessariamente a aplicação daquele conceito à atividade em causa.
Assim, quando falamos em Engagement será fácil associar ao conceito de ligação a algo. E quando o aplicamos à área de RH? Nesse caso falamos da ligação à empresa? À sua atividade? Às suas funções? À sua equipa?
Quando propositadamente utilizamos esta expressão procuramos manifestar uma ideia de vínculo, não apenas de uma ligação cognitiva ao trabalho – gerada por um pensamento focado no mesmo nos seus aspetos funcionais e técnicos – mas também por uma ligação emocional, na qual os diferentes aspetos associados ao trabalho, têm um determinado retorno “sentimental”.
Este aspeto emocional passa, não apenas pela satisfação pessoal pela execução de um trabalho que agrada à pessoa, ou pelo sentimento de superação de obstáculos, mas também ao sentimento de pertença a uma equipa, a uma empresa e ao seu papel na mesma.
Em que dimensões o Engagement se evidencia? Em três dimensões claras, para as quais os diferentes estudos apontam (e existem já vários em diferentes áreas profissionais): o vigor, enquanto energia, esforço e resistência no desempenho de tarefas; a dedicação relacionada com o significado que se atribui ao desempenho do papel profissional; e a eficácia enquanto foco do trabalhador e a sua capacidade de ver com clareza a execução de trabalho.
Ao longo dos anos, em muitos casos, o Engagement do colaborador à empresa era relevado para segundo plano: o trabalhador estava na empresa para trabalhar e o empresário tinha como função pagar. O trabalhador era tanto mais produtivo quanto mais recebesse de ordenado e se a empresa não tivesse disponibilidade financeira para o compensar, nada teria que fazer fazer para o motivar.
Cada vez mais, todas as partes envolvidas na empresa querem mudar esta ideia: quer os empresários que percebem que uma equipa que veste a camisola, estará ao lado da empresa nos bons e maus momentos, quer os colaboradores que buscam cada vez mais sentimento de pertença no local de trabalho – onde passam muitas vezes a maior parte do seu tempo -, quer as próprias estruturas representativas dos trabalhadores, nomeadamente as comissões de trabalhadores, que procuram, em conjunto com a empresa, promover atividades e construir respostas sociais na organização, que sejam uma solução para estas novas necessidades que as pessoas (no seu conjunto) veem a sentir.
Esta mudança na área dos RH está a trazer-nos hoje empresas mais produtivas, modernizadas, atualizadas, com espaço de crescimento interno e externo. Para quem como nós trabalha com mais de 160 empresas, poder observar no terreno esta evolução é motivo para também nos sentirmos cada vez mais ligados ao que fazemos, pelo reflexo que esta nova atitude terá no futuro das organizações, mas sobretudo na vida das pessoas que lá trabalham.

Susana Santos – COO e Partner
susanasantos@humangext.com

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